MONSTERS OF ROCK 2026
Nona edição do festival celebra o encontro das novas gerações com os maiores nomes do rock mundial.
O rock está mais vivo do que nunca! E o 9º Monsters of Rock provou isso, equilibrando novas bandas e ícones do rock no lineup. Se revezaram em 12 horas no palco do festival: Jayler, Dirty Honey, Yngwie Malmsteen, Halestorm, Extreme, Lynyrd Skynyrd e Guns N' Roses. O evento reuniu milhares de pessoas de todos os cantos da América do Sul, com uma presença feminina maior que nas edições anteriores, no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 4 de abril.
Nesta edição, os apresentadores foram Walcir Chalas – fundador da lendária Woodstock Rock Store, loja fundada em 1978 no centro histórico de São Paulo e ponto de encontro para gerações de fãs e músicos do heavy metal – e o radialista estadunidense Eddie Trunk, um dos mais respeitados nomes do jornalismo especializado em rock e heavy metal, com carreira consolidada no rádio e na televisão dos EUA. A presença dos dois hosts reforçou o prestígio internacional do festival.
Já na primeira apresentação, às 11h15, um terço do estádio estava lotado. Jayler, grupo da Inglaterra formado em 2022 que vem surpreendendo o mundo, teve a missão de abrir o festival com seu hard rock de influências setentistas e um vocalista de forte presença de palco. E a Jayler gabaritou! O Brasil é o país com mais ouvintes da banda no Spotify, e eles contam com muitos fãs por aqui. No setlist de oito canções, incluíram o novo single "Need Your Love", que será lançado em 8 de abril. Vale lembrar que foi uma estreia tripla: primeira vez no Brasil, primeira vez na América Latina e primeira vez em uma arena para 50 mil pessoas.
Na sequência, a banda californiana Dirty Honey, formada em 2017, colocou ainda mais energia no público com seu hard rock contagiante. Nesta estreia na América do Sul, mandaram nove músicas – e uma delas também inédita: "Lights Out", que foi muito aplaudida. Segundo a imprensa, "Dirty Honey é uma banda em franca ascensão e seu show no Monsters of Rock apenas reforçou isso".
A terceira apresentação foi do ícone das guitarras e do metal neoclássico, o sueco Yngwie Malmsteen. Foram 15 músicas de puro virtuosismo, abrindo com o hino "Rising Force", com direito ao Adágio nº 4 de Paganini e covers de "Bohemian Rhapsody" e "Smoke on the Water". Simplesmente um deleite para os guitarristas presentes. Foi sua segunda participação no Monsters brasileiro – a primeira ocorreu em 2015.
Quebrando um jejum brasileiro de dez anos, Halestorm não deixou pedra sobre pedra. Lzzy, vocalista e guitarrista, provou por que é aclamada como a nova rainha do rock. Foram 11 canções e um solo de bateria com as tradicionais baquetas gigantes, com Arejay detonando. Segundo a imprensa: "A voz de Lzzy preencheu cada centímetro do Allianz Parque com uma potência que parece não exigir esforço, deixando a audiência em transe." O setlist equilibrou hits do álbum The Strange Case Of… (2012) e as novidades de Everest (2025), que ainda eram inéditas nos palcos brasileiros – e o público curtiu muito "I Miss The Misery" e "Love Bites (So Do I)".
Extreme, uma das atrações mais esperadas do dia, foi recebida por uma rápida chuva de verão que lavou a alma do público que, desde as 10 horas, estava debaixo do sol, ao som de "It ('s a Monster)". Foram onze canções, mesclando grandes hits com o último álbum *Rise*. Nuno Bettencourt, um dos melhores guitarristas da atualidade, fez as vezes de mestre de cerimônia já que é português, e o público – com o Allianz praticamente lotado – gostou muito dessa interação. Um dos pontos altos foi quando o vocalista Gary Cherone e Nuno cantaram "More Than Words", acompanhados pelo público, numa performance emocionante.
A penúltima banda, Lynyrd Skynyrd, ícone do southern rock, superou todas as expectativas, provocando uma catarse geral com um show perfeito e emocionante. Comandado por Johnny Van Zant, foram 16 sucessos absolutos, levando o público à loucura com "Simple Man", "Sweet Home Alabama" e "Free Bird". As homenagens aos integrantes falecidos fizeram o estádio todo cair em lágrimas. Aliás, "Free Bird" encerrou a apresentação em grande estilo.
Às 20h30, o headliner Guns N' Roses subiu ao palco do Monsters com "Welcome to the Jungle". Axl Rose agradeceu o público e disse: "Esta é uma noite incrível e todos os nossos amigos estão aqui." E foi realmente uma noite incrível e inesquecível. O repertório com 25 músicas trouxe surpresas, como os três novos singles – "Perhaps", "Atlas" e "Nothin'" – e uma canção que há 35 anos não entrava nos shows: "Bad Apples". Axl estava brincalhão e até disse que dançaria a Macarena em "Double Talkin' Jive". A crítica foi unânime: a banda mandou muito bem em um dos melhores shows dos últimos tempos. Entre os grandes momentos, os covers de "Junior's Eyes" (Black Sabbath) e "Knockin' on Heaven's Door" (Bob Dylan); o solo de Slash depois de "Atlas" e "November Rain". O encerramento foi com "Paradise City", e Slash se despediu do público fazendo uma parada de mão. Definitivamente, o Monsters 2026 já conquistou uma cadeira cativa no coração dos fãs.















































































































